Mente suicida. E a menina chora, chora e chora e seu travesseiro já não suporta mais. Ela aperta a coberta na boca para que seus gritos fiquem abafados. As lágrimas queimam, não o seu rosto mas sim seu coração. Tudo parece pegar fogo dentro dela, enquanto a sua imagem jogada ao chão quase sem vida não sai da sua cabeça. Ela solta o edredon e com força aperta as unhas em suas pernas, até não conseguir mais. E depois de lutar muito contra sua mente suicída, ela dorme. A menina faz isso todos os dias, na esperança de um dia, poder dormir para sempre. Na esperança dos machucados sumirem. Na esperança da paz. Janaina Fische

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